Gatec discute gestão industrial Evento reuniu representantes de usinas e destilarias do Paraná |
MARLY AIRES Com o objetivo de discutir a gestão industrial em usinas e destilarias, a empresa Gatec e a Alcopar realizaram, no último dia 29 de novembro, em Maringá, o “I Encontro Técnico Gatec – Indústria Sucroalcooleira”, com a participação de representantes de várias usinas e destilarias do Paraná. Foram apresentadas formas de otimizar a manutenção da planta industrial, integrar os sistemas de automação aos objetivos do planejamento estratégico da empresa, analisar e quantificar a eficiência industrial da usina, organizar e disponibilizar de forma prática e fácil, todos os indicadores e informações necessários para a tomada de decisão. O presidente da Alcopar, Anísio Tormena, participou do evento e destacou a qualidade técnica da equipe Gatec e a necessidade de o setor se manter sempre atualizado, avançando em busca de novos conhecimentos e usufruindo de conquistas tecnológicas. Tormena lembrou que todo segmento ou negócio tem seus altos e baixos, que o setor sucroalcooleiro já passou por momentos difíceis e que certamente passará por outros, ressaltando que o uso dos recursos tecnológicos disponíveis é uma forma de otimizar a produção e passar mais facilmente pelas dificuldades. O diretor da Gatec, o engenheiro mecânico Artur Kiryu, falou inicialmente sobre “Manutenção Industrial, novos procedimentos para o gerenciamento da Manutenção Centrada na Confiabilidade”, mostrando a organização e os tipos de manutenção, além de como elaborar planos eficazes de manutenção industrial. Ele disse que hoje o melhor processo utilizado é o da Manutenção Centrada na Confiabilidade (MCC), que dá suporte à decisão de qual forma de manutenção adotar em cada caso, garantindo o perfeito funcionamento da máquina e seu melhor desempenho, evitando problemas na safra. Com o uso da MCC, diz, há uma melhor relação custo/benefício, com aumento da vida útil dos equipamentos e redução de 40% a 70% nas tarefas rotineiras e de 10 a 30% em trabalhos de emergência, o que segundo Kiryu, pode reduzir o custo de manutenção entre 20% e 50%. Ainda sobre manutenção, Marcos Bonadiman, da Gatec, abordou os “Benefícios da análise de vibrações”, recurso que avalia o estado das máquinas e identifica os componentes que podem apresentar falhas, com base na variação das vibrações emitidas. Com o recurso é possível, diz Bonadiman, eliminar desperdício de peças, diminuir a gravidade dos problemas, aumentar a eficiência nos reparos e a confiabilidade da planta, com menor perda de tempo. Dados citados por Bonadiman apontam que se pode reduzir os custos de manutenção, de 50% a 80%; as falhas nas máquinas, de 50% a 60%; os estoque de sobressalentes, de 20% a 30%; as horas extras para manutenção, de 20% a 50%; e o tempo de parada das máquinas, de 50% a 80%; além de aumentar a vida útil das máquinas, de 20% a 40%; a produtividade, de 20% a 30%; e os lucros, de 25% a 60%. SERVIÇO: (19) 3413-7228 – contato@gatec.com.br Automação industrial é sub-utilizada Embora o uso de recursos de controle automático de processo e automação industrial tenha, de um modo geral, deixado de ser um mito para a maioria das empresas desde meados da década de 80, ainda hoje, segundo o engenheiro José Aparecido Affonso, diretor comercial da OmegaTech estes recursos são sub-utilizados, principalmente pelos responsáveis pela gestão das empresas. Com o objetivo de discutir os diversos fatores que podem ser decisivos para o sucesso ou fracasso de um projeto de automação industrial, Affonso falou sobre “Visão geral da automação industrial e possibilidades de integração com os sistemas de gestão”. Em sua palestra ele destacou algumas abordagens técnicas e organizacionais e os recursos disponíveis para a integração entre as redes de automação e corporativa. Também procurou discutir as dificuldades e problemas já enfrentados pelas indústrias do setor sucroalcooleiro, apresentou conceitos fundamentais para desenvolver um projeto de automação, focando os fatores determinantes no processo e não apenas a operação e supervisão destes. Na seqüência, o engenheiro Marco Coghi, diretor da CBTA (Centro Brasileiro de Tecnologia e Automação), falou sobre “Plano Diretor de Automação Integrada aos objetivos do planejamento estratégico da organização”. Para ele, o projeto de automação tem que ter critérios e deve estar alinhado aos projetos de ampliação, manutenção e de melhorias, ser monitorado e estar em constante aprimoramento. O trabalho, diz, deve começar com um planejamento baseado na definição do negócio, nas ameaças, oportunidades e impactos, nos fatores críticos de sucesso e nos pontos fortes e fracos da empresa. A partir da definição dos objetivos é que se chega às idéias que podem se transformar em projetos de automação. Segundo Coghi, tudo deve ser avaliado sob quatro aspectos: o que traz maior retorno financeiro, proporciona maior ganho de eficiência no processo industrial, agrega mais para os clientes transformando-se em vantagem competitiva, e o que proporciona aprendizado e renovação, ressaltando que não adianta automatizar se não tem mão-de-obra capacitada. O último filtro é o estudo de viabilidade. O evento continuou na parte da tarde com a palestra “Cálculos na Agroindústria da Cana-de-Açúcar”, com o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Fernandes, consultor associado da Gatec. Ele apresentou noções básicas, métodos de análise da cana, da prensa, bagaço, extração, eficiência industrial e balanço de massa de ART, ressaltando a importância de se fazer um trabalho bem feito para se identificar e quantificar as perdas, gerenciando tudo de forma contínua no dia-a-dia. Sistema gerencia e disponibiliza informações Uma das grandes novidades apresentadas no encontro sobre gestão industrial, por André Cortez, diretor da IC Corp, foi a aplicação de BSC (Balanced Scorecard) no setor sucroalcooleiro. O BSC é uma metodologia de gestão de negócios e planejamento estratégico, que com a ajuda do software ICP (Intelligent Control Panel) desenvolvido segundo os conceitos do BSC, fornece aos gestores todas as informações necessárias sobre qualquer atividade da empresa e o andamento de sua estratégia de ação, demonstrando o desempenho da organização. Isso de maneira segura, em tempo real, 24 horas por dia e em qualquer lugar do mundo. Para isso utiliza um mapa estratégico, com um sistema de cores e navegação fácil, que possibilita visualizar a situação sob cada perspectiva, de seus objetivos, de suas relações, das iniciativas estratégicas e de cada plano de ação, com emissão periódica de relatórios e gráficos. É uma ferramenta gerencial que ainda permite criar cenários com base em suposições, fazer planejamentos, comparativos, criar análises e estatísticas com bases históricas e monitorar o desempenho das variáveis estratégicas focadas nos resultados. Tudo isso possibilita o gerenciamento da empresa de forma integrada e garante que todos os esforços sejam direcionados para se atingir a estratégia estabelecida, facilitando a tomada de decisão. Tem ainda um recurso de comunicação automático, por e-mail, que é acionado quando há mudanças relevantes no desempenho dos indicadores da empresa ou um desvio em relação ao planejamento, gerando atitudes pró-ativas dos gestores. Soluções exclusivas para o setor Destaque no agronegócio pelo pioneirismo e por oferecer produtos e serviços diferenciados em consultoria técnica e desenvolvimento de software para gestão agroindustrial, a Gatec S/A é uma empresa nacional constituída por engenheiros e analistas de sistemas especializados, com mais de 18 anos de experiência em gestão industrial. A empresa foi fundada em 2001 por profissionais que trabalhavam no Centro de Tecnologia Copersucar. Hoje, a equipe mais do que triplicou e a Gatec possui uma carteira com mais de 100 clientes em 14 estados do Brasil e na Venezuela. O sistema de gestão industrial oferecido pela Gatec é modular, de fácil uso e entendimento, sendo o produto desenvolvido nas mais modernas linguagens, programação e banco de dados, que otimizam a eficiência do trabalho homem-máquina. Além de oferecer soluções exclusivas para o setor sucroalcooleiro, atende a diversas culturas anuais como soja, café e algodão. Os módulos abrangem toda a cadeia produtiva, desde o planejamento agrícola até a gestão agrícola, automotiva e industrial, permeando custos, e se integra aos principais ERP do mercado - Logocenter, Datasul, SAP, Oracle, Sênior e Procenge. Legenda Profissionais da Gatec e palestrantes do evento |
![]() |