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Prêmio nominal do açúcar refinado se manteve baixo pelo sexto mês, diz OIA

07.03.2018

O prêmio nominal do açúcar refinado (diferencial entre o índice de preços ISO e o preço diário ISA) manteve-se baixo pelo sexto mês consecutivo em fevereiro, conforme o relatório mensal divulgado nesta terça-feira, 6, pela Organização Internacional do Açúcar (OIA), com sede em Londres. Dentro do mês, a média mensal ficou praticamente inalterada em US$ 59,47 por tonelada ante US$ 60,85 por tonelada vista no primeiro mês de 2018.

Para efeito de comparação, o documento ressalta que, em um prazo mais longo, de três anos, a média do prêmio nominal do açúcar refinado é de US$ 85,27 por tonelada. O comportamento do prêmio, conforme a instituição, ficou em linha com as expectativas.

Na quinta-feira passada, a Organização ampliou sua projeção para o superávit mundial da commodity, para 5,153 milhões de toneladas na safra 2017/2018, que teve início em outubro do ano passado e se encerra em setembro deste ano. Em novembro, a estimativa era de que a produção superaria o consumo em 5,034 milhões de toneladas.

“Se a fotografia atual dos fundamentos não parece promissora, o lado técnico do mercado não se mostra construtivo para os valores do mercado mundial”, considerou hoje a Organização no relatório.

De acordo com a OIA, no fim de janeiro, os fundos de hedge aumentaram acentuadamente sua posição vendida líquida nos futuros de açúcar demerara e opções no ICE Futures em Nova York. De acordo com a entidade, foi verificado um volume recorde de 175.421 lotes nessa posição. Em fevereiro, os investidores não-comerciais mantiveram uma posição “bastante reduzida”, segundo a Organização.